Quinta-feira, 19.04.12

A concretização pessoal acima de tudo. Uma frase que poderia descrever na perfeição o percurso de vida tomado até agora pelo jovem estilista João Pedro Estelita Mendonça. Com apenas 24 anos de idade evidenciou-se pelo seu talento. Prova disso foi a sua mais recente participação na 30 edição do Portugal Fashion, onde apresentou a sua colecção Outono/Inverno em Lisboa e no Porto.

 

 

 

 

 

 

 

Concluiu o ensino secundário na área de Ciências ingressando de seguida no curso de Recursos Humanos. No entanto rapidamente percebeu que essa não seria a sua vocação. Desde pequeno que “gostava de coordenar a roupa para o dia seguinte, de ter um cuidado exagerado com o que tinha vestido e de ter uma peça preferida”, afirma. Assim descobriu a Academia de Moda do Porto “que tinha a mais-valia de ser ao lado de casa e inscrevi-me”.

 

No entanto o trabalho desenvolvido no mundo da moda já tinha começado. Por volta dos 16 anos João frequentava um curso para manequins. “Durante o curso apercebi-me que apreciava muito mais a parte de produção, de make up, dos bastidores do que propriamente da passerelle. Comecei a trabalhar como make up artist mas também percebi rapidamente que ainda não era aquilo e decidi experimentar o design de moda. Apaixonei-me imediatamente pela versatilidade artística que o curso me ofereceu e decidi investir.”

 

Desde então tem participado em vários concursos para jovens criadores. A sua primeira experiência foi com o exponoivos mas as melhores recordações surgem quando relembra a sua participação no concurso Acrobatic. “ Acho que foi ai que percebi, “ é mesmo isto que eu quero”. Sabia que a sua colecção ainda não estava ao nível que pretendia e que existiam concorrentes mais fortes mas “sentia-me a competir, gostei disso e queria mais. Acho que fiquei viciado em criar moda. Para mim criar é mostrar um bocadinho do que nos somos e é isso que me fascina.”, afirma.

 

 

 

 

 Lookbook da sua mais recente colecção Out/Inv 

 

 

 

 

O convite para a participação na 30º edição do Portugal Fashion surgiu através de um telefonema efectuado por Miguel Flôr, coordenador do espaço Bloom e ex. professor de João. “Fiquei ainda mais hiperactivo. Acabei a semana de férias e voltei para o Porto já com a colecção desenhada pronto a investigar tecidos e a confeccionar tudo”. Assim, quer no Porto quer em Lisboa, pudemos assistir à apresentação da mais recente colecção do estilista. Um trabalho baseado essencialmente na problemática da movimentação de pessoas pelo mundo e pela absorção, destas, de novas culturas e costumes. “Como será estar com eles daqui a vinte anos quando já tiverem vivido no México, na Holanda, na Austrália e etc., e tiverem adquirido costumes em todos estes sítios? Que fusão de costumes pode sair dali?”, interroga-se.

 

Para o futuro João tem já reservados alguns planos. A indústria é um ponto a atingir uma vez que a considera um foco de aprendizagem. No entanto a sua verdadeira ambição passa por conseguir viver da criação de moda.

 

 

 

 

Desfile Portugal Fashion /Alfândega do Porto

 

 

 

 

Por: Raquel Rebelo



publicado por stylolisboa às 10:38 | link do post | comentar
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Segunda-feira, 19.03.12

A semana da moda em Lisboa reuniu durante quatro dias todos os curiosos que não quiseram deixar escapar nada do que os estilistas nacionais tiveram para oferecer. As tardes depressa se fizeram noites e dentro ou fora das grandes salas de apresentação todos quiseram expressar a sua opinião.

A equipa styloLisboa conversou com diversas pessoas ao longo destes quatro dias e apresenta agora os diferentes pontos de vista que se geraram em torno do evento. Conversas que se debruçaram sobre temas como a organização, o espaço ou mesmo a temática escolhida para esta edição - Freedom – e que ocorreram com pessoas que revelavam um maior ou menor conhecimento sobre o tema.

Revejam assim os que foram os quadro dias mais fashion de Lisboa.  

 

 

 

 

 

 

 

Texto: Raquel Rebelo
Imagem: Telma Correia (convidada)
Entrevistas: Catarina Gonzaga, Daniela Lapo, David Revés, Raquel Rebelo


publicado por stylolisboa às 19:57 | link do post | comentar
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Domingo, 11.03.12

Agri...Doce

A colecção proposta pela estilista Alexandra Moura aparece com este tema, em que temos por um lado o Agri onde aparecem linhas mais pesadas e estruturantes, numa vertente mais urbana e o Doce em que vemos detalhes mais românticos com motivos florais, numa vertente rural.

Esta é uma colecção que joga com os opostos: feminino/masculino, leve/pesado, largo/justo,curto/comprido.

Tal como dita o tema, as silhuetas aparecem marcadas pelos opostos, tanto com linhas retas que se descolam do corpo como com detalhes mais românticos que as definem. 

Alexandra Moura apresenta uma linha que joga com os pretos: o mate, o sedoso, o seco e o lustroso; combinados com tons de vermelho, rosa e branco. Os materiais propostos são lã, algodão, seda, napa, jersey, devoret e ganga encerada.

 

A equipa styloLisboa foi saber algumas opinões relativas ao desfile:

 

 

 

 

 

 

 

(Vogue)

 

 

 

(Vogue)

 

 

 

(Vogue)

 

 

 

(Vogue)

 

 

 

(Vogue)

 

 

 

(Vogue)

 

 

 

Por: Catarina Gonzaga
Imagem: Telma Correia
Entrevista: David Revés 


publicado por stylolisboa às 19:24 | link do post | comentar | ver comentários (3)
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A dupla Marques'Almeida apresentou hoje na Semana da moda de Lisboa a sua proposta para o outono/inverno 2012/2013, que já tínhamos conhecido na semana da moda londrina.

Hoje vimos de perto tanto as camisolas oversize como as peças que se ajustam ao corpo, num jogo livre de sobreposições. O estilo cool e juvenil é também  marcado pelas costas destapadas, criadas com buracos e rasgões  através de esfiapados.

Os materiais escolhidos reflectem nitidamente o ADN da marca, com algodões, denim, malhas mohair feltradas e surde com efeito desgastado. E na cor podemos ver como o amarelo ácido surge do preto e do cinzento gasto.

Com esta colecção a "rapariga Marques'Almeida" é introduzida num contexto de natureza poluído e suburbano.

 

 

 

 

fotos:Vogue
Por:Catarina Gonzaga


publicado por stylolisboa às 16:27 | link do post | comentar
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A honra de abrir o último dia de desfiles do Moda Lisboa foi dada a Ricardo Andrez.  O estilista apresentou assim uma colecção num estilo desportivo, mas claro, e como nos tem vindo a habituar, com o seu toque de classe.

A aposta foi assim para os casacos incorporados em tecidos bastante ricos onde através de linhas simétricas o designer deu grande destaque ao corpo masculino.

Utiliza uma paleta de cores composta por laranja, cor de tijolo e verde seco, uma prova de que jogar pelo seguro nem sempre é negativo.

Ricardo Andrez oferece-nos assim um Inverno confortável e elegante.

 segundo o Designer em entrevista ao DailyModaLisboa: A coleção é direcionada para uma estética do falso, como que a aparência sport seja fundamental e um mecanismo de sobrevivência, num contexto social (e jamais natural). O que conta é só mesmo enganar o olhar e iludir na perspetiva. Como referência a esta ideia e simbolizando tudo isto, o galã da época final de ouro de Hollywood, Rock Hudson.

 

 

 

 

 

 

 


 

(Vogue)

 

(Vogue)

 

(Vogue)

 

(Vogue)

 

(Vogue)

 

(Vogue)

 

(Vogue)

 

Texto: Daniela Lapo

Imagem: Telma Correia

Entrevista: David Revés

 



publicado por stylolisboa às 16:20 | link do post | comentar
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Nuno Gama encerrou o terceiro dia de desfiles da semana da moda em Lisboa. Uma colecção que colocou em alta toda beleza e encanto masculinos bem como a sua virilidade e elegância. As tendências antigas voltam em força utilizadas num espírito completamente actual.

 

O blazer, de construção tradicional foi uma constante conjugado com camisa ou malhas de materiais luxuosos. A calça continua justa, perfazendo uma silhueta mais longilínea e o sapato de atacador regressa em força, completando a imagem, destes novos gentlemen urbanos. Retornam também a Samarra, os grandes sobretudos e as grandes golas de raposa que para além do conforto climatérico, emolduram o rosto.

 

A variedade de tecidos foi notável, principalmente no que respeita a lãs, caxemiras e algodões mercerizados, que conferem otoque especial às peças. As cores dominantes foram o azul china, petróleo, garrafa, chocolate e bordeaux, assente sob neutros, acinzentados, com um toque de azul glaciar e de um requintado camel. Cortado por um cheirinho discreto do mostarda, que polvilha tudo com atrevimento enérgico e sorridente.

 

As boinas, que surgiram com muita frequência, bem como o pormenor dos bigodes foram detalhes interessantes para a compreensão da mensagem transmitida pelo estilista.

 

Esta nova colecção – Be God’s -, de acordo com Nuno Gama em declarações ao Daily Moda Lisboa, não foi elaborada de acordo com o tema geral relativo ao moda Lisboa – Freedom – mas sim de acordo com “aquilo que os meus clientes esperam de mim. Tudo o resto se relativiza em função da opinião deles. Nem acho que seja uma questão de liberdade mas sim de inteligência de perceber que a moda é um meio de comunicação, e caso o recetor não receba a mensagem o ciclo fica incompleto. Há que estar muito atento, ouvir bem, tudo e todos e reagir. Qual a minha postura sobre o assunto. Penso que é isso que os clientes esperam de mim.”

 

 

A equipa styloLisboa conversou com alumas das pessoas que estiveram presentes no desfile:

 

 

 

 

 

 

 (Daily Moda Lisboa)

 

 

 (Daily Moda Lisboa)

 

 

 (Daily Moda Lisboa)

 

 

 (Daily Moda Lisboa)

 

 

 (Daily Moda Lisboa)

 

 

 

 

 

Texto: Raquel Rebelo

Imagem: Telma Correia

Entrevista: David Revés

 



publicado por stylolisboa às 09:16 | link do post | comentar
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Sábado, 10.03.12

"The Man I Love" foi o tema escolhido para esta colecção de Nuno Baltazar.

Para o inverno 2013 surge uma linha de peças que se reflectem na interpretação pessoal do estilista sobre o universo feminino, os contrastes que nele existem assim como a condição do "ser mulher". 

Sobre a paleta  de cores podemos observar dois grupos: no primeiro há preto, canela, laranja e sanguínea; no segundo vemos tonalidades naturais, carvão, argila, nude e terra.

Para além dos vestidos longos que são a marca de Nuno Baltazar, o estilista mostrou macacões, vestidos curtos e peças com ombros volumosos. A escolha de materiais podemos ver que foi bastante adequada para conseguir um look feminino, urbano, sofisticado e easy-wear que se enquadra na estação para que foram concebidos. "Telas clássicas de ottomans, espinhas e sarjas em misturas inesperadas de algodão, lã, viscose, cupro e seda natural."

Os acessórios escolhidos dão o toque final a uma colecção que prima por elevar o carácter feminino, desde os stilletos, aos cintos pretos com apontamentos dourados que marcam a cintura e desenham uma silhueta em H, às luvas e clutches.

 

 

A equipa styloLisboa quis saber algumas opiniões

 

 

 

 

 

 

 

 

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Texto: Catarina Gonzaga
Imagem: Telma Correia
Entrevista: Raquel Rebelo


publicado por stylolisboa às 21:48 | link do post | comentar
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“Vestir o Fado” é o tema da colecção que Miguel Vieira apresentou há momentos no Moda Lisboa.

Buscando o tradicional mas enquadrando-o na modernidade, no actual, este designer do norte criou linhas clássicas com apontamentos estampados, padrões e jogos de textura com vários tecidos.

Para tal usou diversos materiais como cetins, sedas, lãs puras, pelos, lantejoulas, peles, algodões, tecidos jacquard, etc., todos desenvolvidos pelo seu atelier.

As silhuetas masculinas centram-se no corte de alfaiate, muito estruturado, enquanto as femininas tendem para formas de ampulheta, que variam entre longas e curtas.

Pretos, cinzas, castanhos, beges, vermelhos e verdes compõem a paleta de cores, diversa mas que se complementa na perfeição.

As linhas, quase esculpidas, apresentavam-se fluidas, leves, com movimentos coordenados, numa aura etérea.

Uma colecção que elevou a elegância ao extremo, onde não poderiam faltar acessórios para complementar todos os looks.

 

A equipa StyloLisboa apurou algumas opiniões após o desfile:

 

 

 

 



 

(Vogue)

 

 

 

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(Vogue)

 

 

 

(Vogue)

 

 

 

(Vogue) 

 

 

 

 

 

Texto: David Revés

Imagem Telma Correia

Entrevista: Daniela Lapo

 



publicado por stylolisboa às 20:22 | link do post | comentar
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Piotr Drzal é o estilista convidado desta edição do Moda Lisboa Outono/Inverno 2012-2013. O designer polaco contemplou-nos então com uma colecção inspirada no futebol americano, tornando-se assim uma visão futurista do Gentleman look.  Os cortes acentuados e a geometria matemática presente são quebrados pelas linhas suaves que são evidenciadas nos ombros, tornado assim peças desportivas num estilo formal mas, claro, ao mesmo tempo confortável. Predominam também as camisas estampadas em padrão riscado, com tecidos como nylon, lã, seda, algodão.  O chapéu é também mostrado como uma grande tendência.

Segundo o estilista “Go, Now, Here, é um jogo rápido, com composições, conjuntos e possibilidades de escolha.”

O preto, bege, azul e bordeaux são as cores predominantes. Esta é uma linha que se pode considerar simplista mas bastante elegante.

Piotr Drzal é o convidado desta edição no seguimento de um protocolo de intercâmbio de criadores entre a Associação Moda Lisboa e as organizações de 'fashion weeks polacas'.

 

 

A equipa styloLisboa conversou com algumas das pessoas que estiveram presentes no desfile:

 

 

 

 

 

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Texto: Daniela Lapo

Imagem: Telma Correia

Entrevista: Catarina Gonzaga

 



publicado por stylolisboa às 19:06 | link do post | comentar
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Foi hoje que Maria Gambina apresentou a sua nova colecção Outono/Inverno.  O urbanismo a que já nos habituou continua a ser uma constante na busca de inspiração da estilista. No entanto desta vez foi marcado pela inserção de traços referentes ao hockey.

 

O desfile foi essencialmente marcado pela introdução de peças extremamente largas, quer no que toca a camisas, saias ou vestidos. Não existe de todo uma acentuação das formas do corpo humano. A silhueta em “Y” permite uma conjugação entre o extra-large e o muito curto. As cores predominantes foram o azul royal e o vermelho luminoso, inspiradas Elizabeth Fraser, vocalista do grupo Cocteau Twins, sendo também notável a utilização do preto.

 

De acordo com a estilista esta é uma colecção que “assenta numa reversão nos materiais: materiais citadinos, como fazendas e lãs, surgem-nos em peças streetwear, com uma componente gráfica muito acentuada; materiais técnicos aparecem-nos em peças citadinas, como o blazer e o vestido.”

 

 

A equipa styloLisboa falou com algumas das pessoas que assstiram ao desfile

 

 

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Texto: Raquel Rebelo
Imagem: Telma Correia
Entrevista: Catarina Gonzaga


publicado por stylolisboa às 17:22 | link do post | comentar
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